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Benchmarking, uma ferramenta gerencial

André dos Santos

Em busca de uma vantagem competitiva que possibilite as empresas um diferencial no mercado muitas organizações se conscientizaram que poderiam aprender com seus próprios concorrentes.

Este aprendizado pretendido busca o real significado da palavra, que é, a aquisição de um conhecimento capaz de influenciar as ações e se tornar agente de mudanças do futuro.

Verificamos então que as empresas pretenderam em primeiro momento verificar as estratégias (ações) que deram certo com seus concorrentes e implementá-las na organização aperfeiçoada e com modificações.

Em um segundo momento notou-se que a fonte de informações não seria apenas os seus concorrentes, que por razões óbvias configurava-se como uma fonte de difícil acesso, e sim outras empresas de outros ramos com competências reconhecidas em determinados setores ou até mesmo dentro da própria organização.

A ferramenta desse modo ganha força e adeptos em várias empresas, principalmente como apoio a tomada de decisões e para o estabelecimento de estratégias.

Vários são os exemplos de expressivos dirigentes de grandes empresas que se fizeram valer desse artifício, do estudo de ‘Benchmarking’, em momentos cruciais.

Algumas empresas desenvolveram inclusive uma metodologia própria para implementação e execução.

Segue a apresentação do método das “Seis etapas para o Benchmarking da ALCOA:

1. Decidindo em que fazer benchmarking
(Identificar tópicos potenciais para fazer o benchmarking)

2. Planejando o projeto de benchmarking
(Montar a equipe responsável)

3. Entendendo o seu próprio desempenho
(Auto-estudo da organização)

4. Estudando os outros
(Executar o estudo)

5. Aprendendo a partir de dados
(Identificar dados úteis para melhorar o desempenho)

6. Usando as descobertas
(Utilização das descobertas)

Outro exemplo, bastante difundido dos benefícios da utilização dessa ferramenta, é o da empresa XEROX.

A empresa em questão conquistou uma importante premiação de excelência de gestão empresarial e principalmente a reconquista de grande parte do mercado perdido em meados de 1989 através da utilização desta ferramenta.

Faça-se uma ressalva que nenhuma das empresas selecionadas pela XEROX era fabricante de copiadoras, ou seja, um concorrente direto desta organização.

Veja quadro com algumas das empresas estudadas:

Empresa                                    Processo

American Express                   Cobranças
AT&T                                           Pesquisa e desenvolvimento
Dow Chemical                         Certificação do fornecedor
Hewlett-Parckard                     Pesquisa e desenvolvimento, engenharia

É importante enfatizar que o estudo de benchmarking não objetiva a cópia de uma estratégia implementada e sim a melhoria de um processo já existente, adequando-o a organização que realiza o estudo. Muitos são os que questionam a ética na realização e na utilização dos dados obtidos, porém, cabe aos gestores compreenderem a sua perfeita e potencial utilização, tipos e formas de desenvolvimento, buscando através disso conquistar uma vantagem competitiva no mercado para a sua organização.

 

André dos Santos é professor dos cursos de administração da Faculdade Módulo. Empresário da Área da Construção Civil, Engenheiro, Pós-graduado em Educação, Mestre em Administração de Empresas. Experiência de vários anos na administração pública e gestão de organizações.